Amor e Sexualidade após 50 anos – Resultado da Pesquisa.

Foto por RODNAE Productions em Pexels.com

Em fevereiro de 2021 fizemos uma pesquisa entre os leitores do blog e tivemos resposta de 580 pessoas que generosamente compartilharam sua intimidade conosco. O resultado foi apresentado em primeira mão para os alunos do Curso de Mercado da Longevidade da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e agora queremos compartilhar o resultado com todos vocês.

A pesquisa foi feita com a colaboração técnica do Dr. Leonardo Vinícius de Andrade, geriatra Registro CRM 54599MG e RQE 36957.

Nós queríamos entender melhor como as pessoas acima de 50 anos se comportam quando o assunto é namoro, sexo com parceiros fixos ou eventuais, como buscam novos parceiros, etc.  

A pesquisa foi feita através de enquete e reflete opiniões e dados somente daqueles que responderam de forma voluntária às questões.

Os respondentes tiveram acesso ao questionário através da internet e de redes sociais. Não houve restrição ou controle de classe social ou de região geográfica.

O perfil dos respondentes foram os seguintes:

Entre os respondentes  5% das pessoas que se identificaram com gênero feminino e 6% do gênero masculino admitiram que tiveram experiências com gêneros diferentes a que acostumavam ter. Este percentual aumenta para 17% entre os GLBTQ+.

Na faixa de 60 a 74 anos, com 68% respondendo que não têm tido uma vida sexual regular.

Dos que disseram estar em relacionamento fixo, 22,3% estão inscritos em plataformas de relacionamento. Destes 19% disseram que raramente ou nunca usam camisinhas em suas relações com parceiros (as) eventuais. Grande risco para todos os envolvidos.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 4% a 5% da população acima de 65 anos são portadores do vírus HIV. Outra doença que têm aumentado sua disseminação entre idosos é a Sífilis.

“Tive um companheiro por quase 15 anos. Vida sexual muito ativa, mas ele adoeceu e descobrimos que estava com AIDS. Fiz exames e também sou portadora de HIV, mas não desenvolvi a doença. Na época estava com 55 anos. Nos separamos e, desde então, não me relacionei com mais ninguém.”

Este risco aumenta devido a falta de uma controle especializado na saúde dos 50+.

Na faixa entre 50 a 59 anos, o percentual é ainda menor, apenas 13% dos entrevistados disseram que já se consultaram com um geriatra. Umas das causas é a pequena quantidade de médicos geriatras no Brasil. Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde o ideal seria que tivéssemos 1 especialista para cada 1 mil habitantes, na atualidade temos apenas 1 médico para cada 12 mil pessoas.

As dificuldade de ter um atendimento adequado aumenta ainda mais quando o assunto é relacionado ao sexo, os desafios de ter uma vida sexual ativa à medida que o tempo passa e o despreparo dos médicos para abordar de forma profissional este assunto.

Recebemos vários depoimentos sobre a desarmonia entre o desejo sexual e a libido do companheiro. Alguns sugerem o desgaste do relacionamento, outros de doenças impeditivas ou que dificultam uma vida sexual prazerosa e outros da dificuldade de encontrar um parceiro (a).

“Infelizmente temos dificuldades de encontrar parceiros sexuais. Os homens na minha faixa etária preferem as mais novas. Sem mimimi, isso é um fato. “

“Uma coisa é vc transar 2 vezes na semana e sair tinindo. Outra é o ato sexual te deixar cheia(o) de dores nas articulações, na hora, ou mesmo por até três dias depois. Você começa a “”pensar”” nessa “”memória”” de incômodo antes de partir pra próxima…”

Com 1/3 dos pesquisados dizendo que já se inscreveu em sites de namoro, nós perguntamos o que eles (as) mais temem ao se relacionar com alguém através destas plataformas.

A insegurança ao conhecer uma pessoa pessoalmente, aumenta exponencialmente ao conhecer via internet. Porém este medo não impede de se colocar em situação de risco, ao levar o novo parceiro para sua própria casa ou em ir para a casa de um desconhecido.

As pessoas também têm se mostrado mais livres na busca do prazer. 36% disse que já efetuou compras em sex shop. Dentro do universo dos compradores porém, 23% afirmou que não foi atendido de forma adequado talvez seja por isto que 20% preferiu comprar via internet.

Os produtos mais comprados foram:

Como todo os estudos que temos feito, fica claro que as pessoas envelhecem de forma diferente. A verdade e o comportamento de uns não reflete o conjunto da população madura.

Mais que nunca temos que lutar contra os preconceitos, estigmas e discriminação. Esperamos que mais pesquisas como estas venham a público e que todos percebam que o fato de envelhecer não significa, pelo menos não para todos, que o sexo já não faz parte de sua vida.

Vovô e vovó também transam!!!

Você gostaria de ter mais informações sobre estes e outros assuntos relacionados aos 50+?

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