Queda de idosos – o que fazer para evitar?

Quase todo mundo pede um presente ao Papai Noel, mesmo que secretamente. O meu este ano foi bem diferente do meu desejo. Na noite do dia 25 de dezembro, o último mês de um ano muito desafiador, levei um tremendo tombo na escada.

Foto por cottonbro em Pexels.com

Por incrível que pareça na semana anterior eu tinha tido uma conversa com uma amiga, cujo pai está começando com problema nas próstatas e levanta muito à noite. Falei com ela como era importante criar condições melhores para que não fosse necessário que ele descesse os degraus ao ir ao banheiro, principalmente em relação à iluminação e aos riscos de tapetes no caminho.

Pois não é, que eu não tomei as medidas necessárias? Noite chuvosa, escada exterior, eu decidi apagar as luzes para que não ficassem acessas a noite toda. As condições estavam perfeitas para que uma queda espetacular acontecesse. E aconteceu!

Segundo o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE) de São Paulo, no Brasil cerca de 30% dos idosos caem pelo menos uma vez no ano;

– A frequência de quedas é maior em mulheres;

– O risco de fraturas decorrentes de quedas aumenta com a idade;

– Estudos mostram que 40% das quedas em mulheres com mais de 75 anos e 28% das quedas em homens da mesma idade resultam em fraturas;

– 5 a 10% das quedas resultam em ferimentos importantes;

– O risco de quedas aumenta com o avançar da idade e pode chegar a 51% em idosos acima de 85 anos;

– Mais de dois terços daqueles que têm uma queda cairão novamente nos seis meses subsequentes;

– 70% das quedas em idosos ocorrem dentro de casa.

O assunto é muito sério. E deve ser levado em consideração, com medidas de prevenção das mais simples como adaptações no meio ambiente do idoso e até serviços e produtos mais sofisticados.

Dentro de casa algumas medidas são bem simples:

  • Tapetes: devem ser antiderrapantes, de cores contrastantes com o chão e os móveis, não devem ficar soltos e muito menos em pisos escorregadios ou encerados.
  • As lâmpadas devem ser fluorescentes com interruptores perto da cama, e na entrada e saída de ambientes, como início e fim de escadas.
  • Banheiro: evite box de vidro, prefira cortinas, iluminação adequada, barras de segurança, vaso sanitário alto.
  • Camas altas, com colchões firmes.
  • Sofás, firmes e com braços.

A IAMSPE desenvolveu uma cartilha bem prática, que pode ser encontrada neste link: Manual de Prevenção de quedas.

Entre as consequências das quedas, a fratura de fêmur é uma das mais graves nas pessoas com 60 anos ou mais de idade. De acordo com a equipe de geriatria do Hospital Sírio-Libanês 90% das pessoas que receberam ajuda em até uma hora após a queda foram capazes de retornar às suas rotinas normais.

A demora no socorro pode trazer consequências graves e resultar em uma perda permanente de autonomia.

Um dos produtos mais utilizados para socorro é o botão de emergência. O idoso pode acionar a central de atendimento pelo simples toque do seu botão, no colar ou pulseira, por voz ou automaticamente através do sensor de quedas.

Barras de segurança com iluminação ao detectar movimentos também podem ser uma boa solução durante a noite.

Também já há no mercado um piso inteligente para detectar quedas, ele avisa aos cuidadores caso o idoso caia.

A cobertura é feita com fibras de poliéster com apenas 2 mm de espessura. Utiliza-se o um processo comum de produção têxtil para inserir um pedaço de metal fino e condutor no tecido, que cria padrões semelhantes aos encontrados em placas de circuito. Estes sensores cobrem todo o piso e medem a capacitância, ou seja, mudanças no campo elétrico local – causadas por uma pessoa ou qualquer outro objeto condutor que se aproxime deles. É o mesmo fenômeno que seu dispositivo touchscreen usa para dizer onde o dedo está tocando.

A tecnologia vestível também tem desenvolvido produtos muito interessantes como  roupas com sensores para monitorar e até aumentar a capacidade de mobilidade. A Seismic (empresa ligada ao centro de pesquisa SRI International, nos Estados Unidos), desenvolveu uma roupa leve e confortável capaz de estimular a força muscular do usuário. Os “músculos elétricos” da roupa, são estimulados por pequenos motores, que fazem contrações e simulam o funcionamento do corpo humano, funcionando como tendões.

Alunos do curso de Engenharia

Quase todo mundo pede um presente ao Papai Noel, mesmo que secretamente. O meu este ano foi bem diferente do meu desejo. Na noite do dia 25 de dezembro, o último mês de um ano muito desafiador, levei um tremendo tombo na escada.
Por incrível que pareça na semana anterior eu tinha tido uma conversa com uma amiga, cujo pai está começando com problema nas próstatas e levanta muito à noite. Falei com ela como era importante criar condições melhores para que não fosse necessário que ele descesse os degraus ao ir ao banheiro, principalmente em relação à iluminação e aos riscos de tapetes no caminho.
Pois não é, que eu não tomei as medidas necessárias? Noite chuvosa, escada exterior, eu decidi apagar as luzes para que não ficassem acessas a noite toda. As condições estavam perfeitas para que uma queda espetacular acontecesse. E aconteceu!
Segundo o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE) de São Paulo, no Brasil cerca de 30% dos idosos caem pelo menos uma vez no ano;

  • A frequência de quedas é maior em mulheres;
  • O risco de fraturas decorrentes de quedas aumenta com a idade;
  • Estudos mostram que 40% das quedas em mulheres com mais de 75 anos e 28% das quedas em homens da mesma idade resultam em fraturas;
  • 5 a 10% das quedas resultam em ferimentos importantes;
  • O risco de quedas aumenta com o avançar da idade e pode chegar a 51% em idosos acima de 85 anos;
  • Mais de dois terços daqueles que têm uma queda cairão novamente nos seis meses subsequentes;
  • 70% das quedas em idosos ocorrem dentro de casa.
    O assunto é muito sério. E deve ser levado em consideração, com medidas de prevenção das mais simples como adaptações no meio ambiente do idoso e até serviços e produtos mais sofisticados.
    Dentro de casa algumas medidas são bem simples:
    • Tapetes: devem ser antiderrapantes, de cores contrastantes com o chão e os móveis, não devem ficar soltos e muito menos em pisos escorregadios ou encerados.
    • As lâmpadas devem ser fluorescentes com interruptores perto da cama, e na entrada e saída de ambientes, como início e fim de escadas.
    • Banheiro: evite box de vidro, prefira cortinas, iluminação adequada, barras de segurança, vaso sanitário alto.
    • Camas altas, com colchões firmes.
    • Sofás, firmes e com braços.

A IAMSPE desenvolveu uma cartilha bem prática, que pode ser encontrada neste link: Manual de Prevenção de quedas.

Entre as consequências das quedas, a fratura de fêmur é uma das mais graves nas pessoas com 60 anos ou mais de idade. De acordo com a equipe de geriatria do Hospital Sírio-Libanês 90% das pessoas que receberam ajuda em até uma hora após a queda foram capazes de retornar às suas rotinas normais.
A demora no socorro pode trazer consequências graves e resultar em uma perda permanente de autonomia.

Um dos produtos mais utilizados para socorro é o botão de emergência. O idoso pode acionar a central de atendimento pelo simples toque do seu botão, no colar ou pulseira, por voz ou automaticamente através do sensor de quedas.


Barras de segurança com iluminação ao detectar movimentos também podem ser uma boa solução durante a noite.


Já há no mercado um piso inteligente para detectar quedas, ele avisa aos cuidadores caso o idoso caia.

A cobertura é feita com fibras de poliéster com apenas 2 mm de espessura. Utiliza-se o um processo comum de produção têxtil para inserir um pedaço de metal fino e condutor no tecido, que cria padrões semelhantes aos encontrados em placas de circuito. Estes sensores cobrem todo o piso e medem a capacitância, ou seja, mudanças no campo elétrico local – causadas por uma pessoa ou qualquer outro objeto condutor que se aproxime deles. É o mesmo fenômeno que seu dispositivo touchscreen usa para dizer onde o dedo está tocando.


A tecnologia vestível também tem desenvolvido produtos muito interessantes como roupas com sensores para monitorar e até aumentar a capacidade de mobilidade. A Seismic (empresa ligada ao centro de pesquisa SRI International, nos Estados Unidos), desenvolveu uma roupa leve e confortável capaz de estimular a força muscular do usuário. Os “músculos elétricos” da roupa, são estimulados por pequenos motores, que fazem contrações e simulam o funcionamento do corpo humano, funcionando como tendões.


Alunos do curso de Engenharia Têxtil da UFSC Blumenau e bacharel em Design de Moda, coproduziu com a Associação Blumenauense de Deficientes Físicos uma jaqueta que combina o tecido terapêutico e a aplicação de dispositivos eletrônicos inseridos na parte frontal e dentro do forro, criados para detectar a queda do usuário. Um dos aparelhos eletrônicos portáteis inseridos na jaqueta é um acelerômetro, responsável por detectar a precisão da queda em movimento. Ao cair, a jaqueta emite uma notificação pelo celular, por meio de um aplicativo. Parentes ou amigos próximos receberão uma mensagem e poderão ligar para a pessoa para ver se ela precisa de ajuda.
Ainda há muito a se fazer, mas a medida que a população vai envelhecendo, fica mais evidente que os governos, instituições e empresas precisam buscar soluções e serviços para atender nossas necessidades.
No meu caso, felizmente não passou de um grande susto, um pé inchado, dolorido e roxo. Mas quedas podem levar a paralisias temporárias ou permanentes e até mortes.
Olho vivo pessoal!

Têxtil da UFSC Blumenau e bacharel em Design de Moda, coproduziu com a Associação Blumenauense de Deficientes Físicos uma jaqueta que combina o tecido terapêutico e a aplicação de dispositivos eletrônicos inseridos na parte frontal e dentro do forro, criados para detectar a queda do usuário. Um dos aparelhos eletrônicos portáteis inseridos na jaqueta é um acelerômetro, responsável por detectar a precisão da queda em movimento. Ao cair, a jaqueta emite uma notificação pelo celular, por meio de um aplicativo. Parentes ou amigos próximos receberão uma mensagem e poderão ligar para a pessoa para ver se ela precisa de ajuda.

Ainda há muito a se fazer, mas a medida que a população vai envelhecendo, fica mais evidente que os governos, instituições e empresas precisam buscar soluções e serviços para atender nossas necessidades.

No meu caso, felizmente não passou de um grande susto, um pé inchado, dolorido  e roxo. Mas quedas podem levar a paralisias temporárias ou permanentes e até mortes.

Olho vivo pessoal!  

Texto Adicional a partir do Facebook do Lar de Joanas

Texto do Dr Rogerio de Melo, Cardiologista.

Do que morreu Gugu Liberato? Onde você estava nos últimos dias? Gugu morreu de traumatismo craniano após queda de nível, cerca de 4 metros, na casa nova recém adquirida no mesmo condomínio que morava em Orlando, nos Estados Unidos. Negativo!

Gugu morreu de decisão errada. Ele acreditou ter condições físicas e cognitivas para subir em um lugar perigoso e negligenciou o risco de queda. Erro na tomada de decisão e quedas são dois gigantes da geriatria que causam muitas mortes todos os anos entre os idosos. Gugu tinha 60 anos. Pelas leis brasileiras ele era considerado idoso. Hoje, muitos sessentões podem contrapor essa prerrogativa legal, pois não à toa se diz “os 60 são os novos 40”. Fato que verifico na prática – tenho pouquíssimos pacientes de consultório com menos de 70 anos. “Velho é quem tem mais de 75 anos”, dizem. E estão certos por vários ângulos. Mas, não por todos.

Todos devemos primar por nossa segurança, desde o uso do cinto de segurança, até mesmo olhando onde pisamos e/ou subimos. O número de idosos que cai e quebra o fêmur por ter subido numa simples banqueta ou por ter tropeçado no caminho que sempre faz dentro da própria casa é enorme! Na geriatria jamais tiramos o poder de decisão do idoso. Cabe a nós apenas salientar que a capacidade funcional diminui inexoravelmente, aumentando a chance de risco com movimentos considerados habituais para os jovens. Ou seja, pode fazer, mas pense duas vezes antes com o cérebro no modo da idade que ele realmente tem.

Segurança é a palavra de ordem nas quedas evitáveis.=> Um aviso muito importante para aqueles que acordam à noite para ir ao banheiro…Deve-se ter cuidado com a “LEI DO UM MINUTO “ que é cientificamente comprovada “AO ACORDAR DE REPENTE” para fazer suas necessidades fisiológicas normalmente, você ouve dizer que alguém “ESTAVA BEM DE SAÚDE E MORREU DE REPENTE DURANTE A NOITE SEM MOTIVO”. O motivo mais provável é que quando essa pessoa acordou para ir ao banheiro, ela levantou-se da cama com muita pressa, neste momento, o cérebro precisa de fluxo sanguíneo maior, por ter repousado, causando um estado de desmaio aí o acidente vascular cerebral acontece…Neste caso, recomenda-se aprender a “LEI DO UM MINUTO” que pode “SALVAR SUA VIDA”…Quando você acordar para ir ao banheiro, você deve primeiro: “FICAR DEITADO POR 30 SEGUNDOS APÓS ACORDAR” e depois, abaixar as pernas calmamente e “SENTAR-SE NA EXTREMIDADE DA CAMA POR MAIS 30 SEGUNDOS” e só depois levantar-se para ir ao banheiro. Com estas etapas as chances são gigantescas para sobreviver a um AVC súbito, independentemente da idade.

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