Vacina contra Fake News

Foto: onorte.net

Em tempos de fakes news, a disseminação de trevas científicas é uma das mais comuns. As vacinas são uma das mais atacadas por estes criminosos.

A primeira vacina foi descoberta em 1789, por Edward Jenner, médico britânico. Jenner verificou que segundo o conhecimento popular, os trabalhadores que lidavam com o gado contaminado com a varíola bovina não desenvolvia a varíola humana. Também notou que os trabalhadores recém-chegados ao ambiente contaminado com a varíola bovina desenvolviam uma forma muito leve de varíola.

De uma forma considerada hoje antiética, Jenner inoculou secreção de pústulas de pessoas contaminadas com a varíola bovina em crianças saudáveis. O médico notou que essas crianças desenvolviam uma forma ainda mais leve de varíola e que ao serem expostas a pessoas com varíola humana, não adquiriam a doença.  

Os trabalhos de Jenner foram os primeiros passos para a erradicação da varíola, doença que vitimava milhões de humanos por ano e mutilava outros milhões. Várias doenças antes comuns, hoje são raras graças às vacinas. Sarampo, rubéola, caxumba, tétano, catapora são algumas delas.

O calendário anual de vacinação infantil é mais conhecido e tem disseminação midiática. Já o calendário de vacinação dos adultos é  esquecido ou quase desconhecido , apesar de tão importante quanto o infantil.

Algumas doenças aparentemente simples, como herpes zoster, podem causar danos severos, como cegueira e dor crônica de difícil tratamento. Outras doenças mais graves, como diversos tipos de pneumonias e meningites podem ser prevenidas por vacinas.

O risco das vacinas é algo bastante discutido pelos grupos Antivacinas e muitos se movem por ignorância ou má fé. Em 1998 o  Lancet (um dos mais importantes periódicos sobre saúde do mundo) trouxe um artigo  no qual o médico inglês Andrew Wakefield associou o aumento do número de crianças autistas com a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Isso foi o suficiente para que pais assustados deixassem de vacinar os filhos.

 Entretanto, alguns anos depois descobriram  que o médico, na verdade, recebia pagamentos de advogados em processos por compensação de danos vacinais. A própria revista Lancet foi obrigada a se retratar, mas o estrago já estava feito.

Hoje se sabe que o risco de uma vacina ter um efeito colateral grave é de 1 em alguns milhões já o  risco de você contrair uma doença grave como pneumonia ou meningite é 1 em alguns milhares.

A vacina não te isenta do risco de pegar alguma dessas doenças, mas diminui consideravelmente. Algumas vacinas tem eficácia de 99%.

Para a população madura, a recomendação vai muito além da vacina contra grupe. Entre aqui  para verificar as vacinas recomendadas pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e não se arrisque.

Este artigo foi feito apelo competente médico geriatra Rodrigo Pinto Lara, a quem agradeço a colaboração e gentileza.  

Nos conte, você tem sua carteira de vacinação em dia? Achou útil este conteúdo? Sega-os e nos diga que outros assuntos gostaria que fossem abordados?

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