Tendência de futuro?

A população brasileira com 65 anos de idade ou mais cresceu 26% entre 2012 e 2018, ao passo que a população de até 13 anos mostrou recuo de 6%, mostram dados da pesquisa “Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores 2018”, divulgada em maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Atualmente a população acima de 65 anos representa 10,5% da população no Brasil, mas em apenas 5 anos a estimativa é que os 60+ representem 25% da população mundial

O mundo está preparado para isto? Os mercados de trabalho e de consumo estão no rumo certo?

É mais comum encontrar pesquisas sobre o mercado  millennials , os nascidos entre 1980 e 2000. Os estudos da  geração dos Millennials, comportamento e padrão de consumo, é pauta de discussão em todos os níveis, seja na psicologia, marketing, gestão de equipe ou vendas, e cada vez mais as empresas se esforçam para atender estas demandas.

A geração Z, nascida no século XXI, já representa 32% da população mundial, baseadas em dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o que significa que muitos entrarão na universidade, poderão votar e, dependendo de onde moram, fumar ou consumir álcool legalmente. Eles não conhecem um mundo que não seja digital e são diretamente influenciados por ele.

E a população madura? No ano passado a Fundação Getúlio Vargas conduziu uma pesquisa que indicava que 7 em cada 10 empresas no Brasil achavam que os mais velhos não acompanham as transformações digitais.

Não é puro preconceito? Patricia de Sá tratou deste assunto aqui no post Sou Velha , mas não sou Burra.

Lendo uma reportagem na plataforma Meio e Mensagem, mostrando as tendências para os nativos digitais (as pessoas que nasceram depois do advento da internet) sobre o  Estudo da Peclers Paris apresentado no Hack Town 2019  , um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, que aconteceu em Santa Rita do Sapucaí em Minas, me leva a pensar como as gerações estão conectadas e interessam pelos mesmos temas.

As tendências para os próximos 5 anos, apontadas por filósofos, sociólogos, artistas e outros profissionais, mostram que as empresas precisam mudar urgentemente seu modo de pensar, se não quiserem ficar fora do mercado.

Vejam abaixo como os temas estão de alguma forma, conectando todas as gerações:

Viver melhor
O estudo aponta que as pessoas estão compreendendo que o bem estar é sua responsabilidade, não de terceiros, empresas, escolas, etc. É hora de cada um tomar consciência de que se quiser ter uma vida longeva, tem que se mexer, procurar qualidade de vida, qualidade na vida.

Reconectar com a natureza e se abastecer dela, não importa de que geração faça parte.

Corpo consciente
O mundo lá fora existe e é preciso sair de suas telas e mexer o esqueleto. Não há dúvida que o exercício físico faz bem para todas as idades e se por longo tempo se esqueceram disto é melhor lembrar a   máxima Mens sana in corpore sano e   levantar do sofá.

Esta expressão  foi aplicada em uma resposta sobre o que as pessoas deveriam desejar na vida , pelo poeta Juvenal, provavelmente nos anos 50 d.c.

Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são.

Peça uma alma corajosa que careça do temor da morte,

que ponha a longevidade em último lugar entre as bênçãos da natureza,

que suporte qualquer tipo de labores,

desconheça a ira, nada cobice e creia mais

nos labores selvagens de Hércules do que

nas satisfações, nos banquetes e camas de plumas de um rei oriental.

Propósito coletivo

Para muitos, se não para maioria,  não há opção. Agarra-se a oportunidade de trabalho que aparece na frente e deixa a vida levar. As incertezas do momento não permitem que se escolha a profissão que lhe dê prazer ou que atenda a seu propósito. Mas ainda assim, muita gente está buscando em seus momentos livres, trabalhar por causas e em coletividade, encontrando um proposito que preencha sua existência.

Nativos digitais ecológicos

O estudo mostra como as pessoas abaixo de 30 anos, já foram impactadas digitalmente de forma que repensem o consumismo, o impacto do lixo e a pegada de carbono.

Mas este assunto está perpassando todas as camadas da sociedade, independentemente da idade. Basta ver a movimentação recente, com as queimadas na Amazônia e o debate gerado, transcendendo a derrubada de árvores.

É lógico que os conflitos de gerações sempre existirão que os interesses estão cada vez mais em nichos, mas o consciente coletivo está pedindo ao mundo uma nova postura: de seus políticos, empresários e individualmente.

A nova geração abraça a floresta e o homem árvore abraça o menino.

Você se identificou com as tendências? Elas te representam?

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