Velhos de menos ou corajosos demais?

Você já se pegou pensando num monte de coisas que gostaria de fazer mas não faz, porque “passou da idade”? Isso tem um nome que está super badalado: CRENÇA LIMITANTE. Não é um privilégio dos 50+, pois tem muito jovem que já se acha velho também. Sem perceber, e nem sabemos direito por que, a gente vai se encolhendo, se auto-patrulhando bestamente.

Pode rir, mas eu tinha uma vontade danada de pular numa piscina de bolinhas, dessas que tem nos buffets de festas infantis. Ora, quando eu era criança não tinha dessas piscinas, então eu ficava naquela frustração… até que um dia arrumei o álibi de cuidar de um priminho e entrei com tudo no meio das bolinhas! Parecia pinto no lixo, aos 48 anos!

Foi esse espírito de quebra de paradigma que encontrei onde menos esperava: no esporte. Mais especificamente no remo. A mídia nos vende uma imagem de atletas no pico da sua performance, sempre jovens e musculosos, e essa “fake news” gruda na nossa mente como uma verdade inquestionável. Confesso, eu fui para o remo por puro desespero: uma carioca morando em SP carente de pegar um sol e ficar ao ar livre, totalmente sedentária e com horror a acordar cedo. (para quem não sabe, atleta que é atleta mesmo chega para fazer remo às 4:30h, horário em que os clubes iniciam seu expediente diário). Chegando lá – na sessão das 8:00h porque não sou de ferro, né – tive uma grande surpresa com o que encontrei e, também, comigo mesma.

E percebi que não fui só eu que conseguiu vencer, pós-50, suas crenças limitantes. Quer ver? Então aperta o play e assiste o vídeo, com três maturis contando o que o remo os ensinou sobre si mesmos.

De brinde, ainda conheci o REMAMA, um projeto incrível de mulheres sobreviventes de câncer de mama, inspirado no festival global do Dragon Boat. Elas se reúnem toda segunda e quinta ao meio-dia na raia da USP, como uma afirmação de sororidade, saúde física e mental e celebração da vida. Vem quem quiser aparecer, e o barco sai ao compasso de um tambor, para marcar o ritmo das remadas. Nas fotos, estão a Sonia Ramos, da equipe UmaUma (mama em havaiano), criada pela atleta de canoagem Alessandra Pereira Rodrigues.

3 comentários

  1. É por isto que nos chamamos de Cinza Poderosos, nossas capacidades de superar nossos medos e crenças limitantes, minha história está no primeiro post sobre medo de nadar.
    Seria ótimo que nossos leitores contassem suas histórias também.

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    1. Oi querida! Muito simples: tem dois clubes com aulas abertas ao público na raia da USP. Corinthians e Bandeirantes cobram uma mensalidade de R$150 e funcionam das 4h30 às 9h00 da manhã, e depois reabrem as 15 até as 18h00. As aulas são em dias alternados. Eu faço no Corinthians e lá eles funcionam segundas, quartas e sextas. Não precisa de nenhum equipamento porque eles fornecem tudo. Mas boné e uma luvinha sem dedos ajudam bastante! É só chegar lá!

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