Mulheres (in)visíveis

Há alguns anos vi a atriz Maitê Proença, quando ainda fazia parte do programa Saia Justa, questionar suas colegas de talk-show quando tinham percebido que se tornaram invisíveis. Aquela linda mulher, no auge de sua potência, reclamava que sentia falta do tempo em que era cortejada pelos homens, e falava que quando andava na rua nem fiu-fiu de peão de obra recebia mais! Se ela, famosa, sex-symbol e ícone de beleza se sentia assim, imagine nós simples mortais…

Nem com campanhas memoráveis de reafirmação da beleza da mulher madura – como a “Mulher Bonita de Verdade” da Natura (na qual até minha bela mãe participou, aos seus 60 anos) ou “Real Beleza” da Dove – esse modelo mental mudou. A ditadura da eterna juventude presente na mídia, os “sugar daddies” (ou homens bem passados pe[a]gando jovenzinhas) e o preconceito contra os relacionamentos onde a mulher é mais velha que o homem, continuam vivos, apesar de estarem sendo desafiados ultimamente.

Por isso é muito inspirador quando vemos uma mulher furando esse manto de invisibilidade, como Helena Schargel, estilista que aos 79 anos ousou e empreendeu num segmento inexplorado, com sua Cápsula 60+. Nem vou contar mais nada, para não estragar a surpresa. Assista o video e veja que pós-aposentadoria revolucionária!

Palmas para ela, e que venham muitas outras.

(por Patricia Galante de Sá, a caminho dos 55 e eterna jovem de alma)

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