Controle Emocional – subjugando o medo

O medo já me paralisou muitas vezes. Outras vezes me fez ficar agressiva. Os anos me ajudaram a equilibrar estes mecanismos de defesa.

Este final de semana defronte de um mar agitado, perante milhares de pessoas desconhecidas e com pessoas desistindo ao meu redor, optei por seguir em frente e controlar o malvado.

Sou uma pessoa de fé, e toda vez que vou treinar peço a proteção de Nossa Senhora dos Navegantes e dos meus Anjos da Guarda. Nomeei um especialmente de Elphs , uma brincadeira com o nadador multi campeão Michael Phelps. E eles estiveram comigo durante o treinamento quando os professores me “enganavam” roubando na metragem das boias para melhorar meu condicionamento e quando eles me convenceram de que eu seria capaz.

Um mês antes da prova eu nunca tinha feito o percurso em menos de 1 hora, mas eles me tranquilizavam dizendo que eu teria o tempo que eu quisesse, pois os organizadores da prova teriam que esperar minha chegada. Porém na quinta feira, quando recebi um email com as instruções da prova que seria no sábado eu “paniquei”.  Comunicavam que o circuito seria feito anti-horário (diferente da maioria dos nossos treinos), que a temperatura estaria bem abaixo no dia, que as ondas estariam bem altas e que eu teria 45 minutos para terminar a prova. GELEI. Pensei que vexame, eles vão ter que me rebocar quando o tempo acabar!

Quando cheguei em Copacabana no domingo o mar esta muito agitado. As ondas eram realmente altas e a antiga Simone  nem se atreveria a molhar os pés. Fiquei muito nervosa, tremendo. Mas os professores e os colegas a #equipesportmix me incentivaram e motivaram tanto que fui para a linha de largada. Sinceramente eu não tinha certeza que entraria. Mas quando o sinal tocou eu fui devagar para beira do mar, encarei o mostro e disse: medo vai pro lugar que te pertence que aqui vou eu!

A cada onda forte que vinha, a cada tentativa de respiração em que acabava engolindo grande quantidade de água, porque as ondas vinham em qualquer direção, eu pensava: minha nossa senhora, meus anjinhos da guarda me protejam , me guiem e iluminem.  Na quarta boia fui atropelada várias vezes pela rapaziada da bateria masculina que seguiu depois da nossa e que nos alcançou. Foi uma pancadaria. Foi um momento bem difícil, porque eu tinha que contornar a boia e não tinha área de escape. O cardume era grande. Golpe para todo lado, o suficiente para quase me nocautear.  Mais uma vez, engoli meu medo e segui em frente. Devagar, braçada a braçada.

Terminei a prova, exausta, mas terminei. Fui recebida com tanto carinho pelos professores e pelos colegas e senti muito orgulho de mim.

Terminar a prova já era uma vitória, mas imaginem, consegui em 44 minutos. Abaixo do apito final!!

Eu espero que este relato motivem as pessoas a também superar seus limites e enfrentar seus monstros.

Escreva para mim e  conte, qual seu medo? O que te impede de tentar superar?

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